sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

em busca das focas perdidas!




Dia 18 de Fevereiro de 2007

Apesar de tudo, fizemos o pequeno almoço de domingo com panquecas, fruta e chantilly. Estavamos os três a comer quando aparecem os meus pais à porta esfomeados, a dizer que não encontraram um sitio para tomar o pequeno almoço. Pois é, a gente avisou que ao domingo estava mesmo tudo fechado!!!

Comeram então o resto das nossas panquecas, café e partimos para ver as focas. Claro que só no carro nos apercebemos que ninguem sabia onde exactamente eram as focas. A minha mãe tinha visto um panfleto no hotel mas não trouxe. Eu não sabi onde tinha lido e embora tivesse trazido o guia, nao era lá.

Achamos por bem irmos até ao mar. Fomos primeiro a Delfij? que embora pareça muito longe no mapa é a 20 km. Só de carro é que de facto se tem essa noção. O norte está todo a um máximo de 60 km de distancia... vimos o mar então, coisa que não demorou mais do que dois minutos, porque não só ele era castanho e sem interesse como estava um frio de rachar. Portanto foi quase sair tirar uma fotografia e voltar a correr para o carro. O meu pai, olhou para a terra que se via no horizonte, não muito longe – aquilo devem ser as ilhas. Não pai, aquilo deve ser a Alemanha!...

É verdade. Estamos riculamente proximos da Alemanha e Berlim julgo que é mais proximo que Amesterdão.

Pegamos no carro e continuamos nós. Ah, um aparte para a Andreia, o carro era um Opel Astra dos novos, preto como gostas, mesmo giro! voltando, continuamos nós a procura das focas, dirigindo-nos para um parque natural de Lauwersineer, na fronteira do estado de Groningen com Friesland. Parecia-me natural que ali estivessem focas mas também como não havia postos de informação não havia maneira de saber se de facto as havia mas julgo que não. Seja como for, não as vimos, almoçamos num restaurante um prato de peixe, mais ornitólogos que pássaros, embora os houvesse e muitos, e partimos depois para Dokkum. Julgo que é dokkum, porque também há warfum, winsum, bedum e todas as palavras acabadas em UM. Era uma pequena aldeia, muito muito bonita. Com um longo canal e as casinhas todas tortas, com jardins trazeiros, cafés com pérgulas de flores e um moinho. É pena é ser domingo e estar tudo fechado e deserto.

No caminho vimos um Zoo do género do parque natural, paramos pois poderia ser ali o hospital das focas mas afinal era mesmo um Zoo tipo Safari. Pronto, não vi as minhas foquinhas. Ainda assim tive direito a um peluche de foca. : )

Seguimos ainda para a capital da Friesland, Leewaurden onde também não conseguimos encontrar movimento algum, mas também estavamos cansados, enregelados e com fome. Tentámos procurar um café aberto para lanchar. O primeiro que vimos era uma gelataria italiana. Estava a rebentar pelas costuras, uma fila que ia até a porta. São loucos estes holandeses! Um frio de rachar e eles só comem gelados! Claro que tentamos procurar outra coisa e lá encontrámos muito escondidinho um café muito giro, com ar de tertúlia onde comemos todos um apfel strudel com molho de baunilha, uma bola de gelado e chantilly e a acompanhar um chá.... hummm, que delicia.

Pusemo-nos então de regresso a casa. A viagem fez-se rápido, sempre com a paisagem igual, um bocado sombria. Sempre verde, muito verde e plano com um conjunto de árvores aqui e ali e no meio das árvores uma casa. Pareciam todas pensões de um filme de terror. E as ovelha são tão gordas que parecem rectangulares, como as vacas!

Chegando a Groningen fomos para a estação tentar alugar uma bicicleta para a joana mas os ladrões cobram dois dias em 24 horas. Tentamos vir de novo depois da meia noite. Fomos para casa descansar antes do jantar. Encontramo-nos depois no Vis Markt com os meus pais, com a Joana sentada na parte de trás da bicicleta do xek. Foi preciso algumas tentativas para acertarem o equilibrio mas depois foi sempre a andar.

O jantar foi delicioso e a seguir fomos ao Drie Gezusters beber um copo. Lá vimos que as focas afinal moram numa aldeia que não é colada ao mar, bem mais próximo de Groningen que andámos. Fica para um proxima. Ainda poderiamos ver amanha, mas preferimos ir a Bourtangue. Um cidade medieval, com um forte em forma de estrela perto, ou melhor, mesmo colada à fronteira alemã.

Depois do copo, os meus pais foram andando para o hotel e nós os três voltamos à estação para alugar a bicicleta. A joana escolheu uma pasteleira XPTO e o homem até foi simpatico e marcou só um dia de aluguer. Voltamos então os 3 para casa, cada um na sua bicicleta.

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