quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

sem mãos!!!!







Dia 30 de Janeiro de 2007

Mais uma vez acordamos com as galinhas, isto está a tornar-se grave. Deitamo-nos às 10h da noite e às 8h30 estamos de pé.

Hoje é o dia em que vem o sofá e a poltrona. Acabámos de limpar o chão, mais uma vez, e meter os restantes bibelots. E toca o telefone, o sofá espera-nos à porta.

Havia uma placa enorme no Mamamini a avisar que não se responsabilizavam se a mobília comprada não coubesse em casa, pois eles só entregariam à porta. Desde que encomendamos a sofá não pensamos noutra coisa, mas tenhamos pensamentos positivos: ao menos, se for dinheiro deitado à rua, não é muito! Lol

Então lá tinhamos nós o sofá à porta e só as nossas quatro mãoszinhas para o subir dois andares.

Até ao primeiro, tanto o sofá como a poltrona subiram lindamente, mas bastou olhar para a escada do segundo ao lado do sofá para ver que as coisas estavam pretas!

Nem um nem outro, ambos encravaram no alçapão. Podíamos largar as mãos que eles não cediam um milimetro! Ora, a parede já estava toda riscada, nós já estavamos todos fudidos. Eu não levanto os braços mais do que a altura dos ombros e o xek tem uma bolha enorme no meio da mão.

Só há duas alternativas: uma, os sofás voltam para trás o caminho que vieram e vão para o lixo; a segunda, vamos até ao PRAXIS, o AKI holandês e compramos uma serra. Sem pés, pelo menos a poltrona entra.

Lá fomos nós atravessar a cidade, de fato de treino, até à zona industial. Ah! Outra coisa. O nosso lindo sotão durante o dia é largamente iluminado, mas à noite é outra história. Alguém muito inteligente, só pôs uma lâmpada num dos lados da casa, ainda para mais é colada ao tecto, por detrás de uma trave. Conclusão: o lado maior da casa, está às escuras. Pelo que o PRAXIS talvez nos trouxesse uma ideia para iluminar o espaço.

Os candeeiros de pé são carísimos, pelo menos aqui estão fora de questão. Trouxemos então uma serra de 2 € para cortar as pernas e uns parafusos e Ls para as voltar a pregar.

Se não tivessem custado 25€, até doía. E doeu. No sentido, em que o Xek já fez umas quatro lesões nas mãos.

Com as pernas cortadas, a poltrona coube à primeira. Ufa! Pelo menos um já lá está em cima. Sim, porque estamos estacionados na cozinha do andar de baixo. Visto que ainda está vazio, podemo-nos dar ao luxo de ocupar as casas todas. Ainda bem que os sofás vieram hoje, dia 1 entram neste piso um casal de espanhóis.

Voltamos ao sofá. As pernas da frente já estavam cortadas quando a serra pifou. Já nem tinha dentes!Bem tentamos dar meios cortes e arrancar o resto ao pontapé, mas a serra mal arranhava a madeira. Lá foi o Xek ao centro comprar outra serrinha. Enquanto eu limpava o chão mais uma vez.

Desta vez, foi ao So Low e trouxe outra serrinha de 2€. Lá conseguimos nós cortar as pernas e aproximava-se a hora da verdade. Qual quê! Nem sem as perninhas o sofá passou e lá ficou ele mais uma vez encravado! Voltámos para o piso inferior, enfiamos o sofá na sala para ponderar as nossas opções!

Mais uma vez, ou ele ia para o lixo, e desta vez lixo mesmo porque já era um sofá anão, ou então algo mais tinha de sair.

Lá me lembrei, que um sofá é um sítio para sentar, e portanto, as costas podiam sair. De um lindo sofá de orelhas, iria passar para um banco alcochoado com braços!

Começámos a cortar o tecido e a espuma e digo-vos, não gostaria que nenhum estofador nos apanhasse a fazer aquilo. E há que lhes dar o mérito!! Um sofá por dentro é uma verdadeira obra de engenharia!! Enquanto arrancávamos peçados de espuma, cartão e tecido, íamos descobrindo um intricado de madeira, agrafos e pregos. Só a tentar cortar a tábua que faz de costas, a serra nova, entortou-se e mal se deparou com um agrafo, os dentes foram à vida. Lá foi o xek comprar outra serra, desta vez algo que custasse mais de 5€, enquanto eu limpava a casa de baixo que parecia já um campo de batalha.

Só com umas daquelas serras boas é que se conseguiu tirar as restantes partes das costas e as orelhas, enquanto nós estávamos cheios de medo que aparecesse alguém a visitar a casa que nós estávamos a ocupar na mutilação do sofá. O telefone toca, nós quase nos mijamos! Era a Sofia a dar as boas novas e a trocar de número holandês! Ufa!

Acabada a mutilação, lá recompusemos o sofá o melhor que pudémos e digo-vos que não ficou nada mal! Enfiamos as sobras de espuma nas novas costas mais pequenas, cobrimos com o tecido e agrafamos quais estofadores e voilá! Um sofá passível de passar pelas escadas. E passou!!

Foi uma luta que quase durou o dia inteiro, mas a verdade é que temos dois sofás anões. E a casa ficou toda montada hoje!

Ainda considerámos um beber um chá ao centro, mas estávamos tão cansados e cheios de mazelas que mal nos enfiamos na cama (o Xek dormiu no sofá qual herói celebrando a sua conquista) adormecemos!

1 comentário:

Ines disse...

malta, até me dói a barriga de tanto rir. essa história do sofá é uma comédia. parabéns pela façanha!!!! estou morta por ver o "sofá anão"...
até já,
inês loira