Dia 3 de Fevereiro de 2007
Assim que acordamos e depois de tomar o pequeno-almoço, fomos ver da tv que nunca mais está operacional. Apanhamos o rapazito com o olho para setúbal e outro para sacavém e que de inglês percebe muuuiitto pouco. A conversa foi no mínimo, cómica e não se resolveu nada de nada. A tv funciona às mil maravilhas mas o comando é que nunca mais nos dão. Ficamos de lá ir segunda...raios!!!
Depois na volta eu e a marta tivemos uma discussão que resultou em cada um ir à sua vida...mas eu é que tinha a carteira dela e por isso andei meia Groningen à procura de florzinhas nos cestos para lhe dar o bendito dinheiro.
Depois disso andámos a comprar coisinhas e um maravilhoso joguinho tipo puzzle que nos vai substituir os serões de jogatana de PEIXINHO! Mais tarde, conseguimos, pela incrível quantia de 15 euros um outro colchão! Já não precisamos alternar quem dorme com as almofadas do sofá anão a servir de colchão. Cada um já tem o seu cantinho de repouso!
Já ao fim da tarde, enquanto a marta fazia os seus postais, fui “postar” mais dias no blog à net do monhê, e uma horinha depois, a sonhar com banho regresso, e eis o que me acontece...fico à porta da nossa bela casinha outra Hora! Tinha-me esquecido das chaves e ninguém me ouvia bater.
Os espanhóis do 1º andar, deviam ter a música metal deles ao berros...e a marta sabe-se lá onde estaria. Então pus-me a pensar quais eram as hipóteses: 1ª andar em círculos à volta do prédio a tentar entender as posições de cada morador... (foi logo a que fiz); 2ª ficar na parte de trás do prédio a tentar chamar a atenção, entre ramos de árvore, de quem estava na cozinha espanhola e tentar entender quem habitava na wc (vim mais tarde a entender, por encontrar os espanhóis visíveis, que era a marta); 3ª bater à porta até doer a mão!!!
Como ninguém me ouvia ou via, fui para o outro lado da estrada bracejar para o raio do espanhol que nunca sai de casa, mas nem me viu. Algo tinha de fazer, já que lá iam 30 minutos. Fui tentar a cabine mas esta só funciona com uns cartões que ninguém sabe onde se vende. Então voltei à loja de net para telefonar, e não é que gastei 45cêntimos para me ouvir dizer...”leave a message, please”...voltei então resignado para a porta, onde repeti a dose das hipóteses 1, 2 e 3.
Depois de nada funcionar, de ter entendido que era a marta na wc, do espanhol e da espanhola se sentarem contra a janela e de ter atirado tudo o que me parecia pesado o suficiente para causar barulho, mas não o necessário para partir vidros...e nada dar em coisa alguma...aventurei-me a saltar pelo portão, para o quintal de trás e tentar subir até à varanda da wc e escalar umas escadas de incêndio (escadote para um português) e bater à nossa janela...mas o rabo pesou-me e nem subir à varanda consegui.
Por fim, toquei às campainhas das bicicletas e berrei “MARTA”...(que devia ter feito logo em primeiro lugar) e resultou!!! Entrei finalmente no prédio! Nunca mais saio sem chaves!
Depois de jogatana e banho tomado, entendemos, pelo lixo à porta que os espanhóis optaram pela técnica do sofá cortado! Deve ser prática comum nesta terra devido às escadas ou então é o espírito do desenrasca latino... e viva o prédio ibérico!!!
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