
Dia 20 de Fevereiro de 2007
Resolvemos ir com os meus pais a Amesterdão. Fomos a correr, nem tivemos tempo de deixar as bicicletas na estação. Fomos directos ao aeroporto para deixar a joana e depois fomos para o centro com os meus pais. Como se ultrapassassem o meio dia pagavam mais um dia do aluguer do carro, nem tivemos tempo nenhum com eles. Foram só deixar-nos na estação central e partiram logo para o aeroporto.
Como ainda estavamos de jejum e eu não estava particularmente bem disposta, fomos comer uma grande pannenkoeken de maçã e um café num café qualquer com um aspecto muito ranhoso e até bastante duvido. De facto, e apesar dos talheres virem sujos para completar a boa imagem do café, até estava boa e rapámos o prato todo. Mas quando a conta veio até torcemos os olhos! Vimos que as panquecas não eram particularmente baratas mas nem olhamos o preço do café. Em groningen nunca pagámos mais que 1.80 o que é caro mas paga-se. Ali, no café mais tascoso de todos estavam-nos a cobrar 3.60. nem sequer nos ocorreu o preço.
Já devemos estar mesmos habituados a Groningen, não só pelos preços mas porque Amesterdão nos pareceu uma cidade feia, suja, barulhenta e cheia de trânsito.
Fomos em seguida directamente ao Rijksmuseum, o grande objectivo da nossa viagem. Ainda está em obras – já estava desde que viemos de interrail já faz 3 anos. Quando chegámos ás bilheteiras, vimos que não faziam descontos a estudantes, nem qualquer outro. Eram portanto 10€ cada um. Resolvemos fazer um museumKaart, um cartão que custa 20€ e dá para mais de 400 museus por toda a Holanda durante um ano. Ora só este e o de Groningen já fazem 22€. Parece-me um bom negócio!
O Rijks é mais pequeno que eu pensava, de facto algumas das alas devem estar fechadas ainda, mas agora já consigo ver arte flamenga com outros olhos. Deu-me algumas ideias e uma consciencia maior do trabalho e trouxemos algum material interessante.
Voltamos imediatamente para Groningen. Apanhamos um autocarro até à estação e daí o comboio de volta. Como não tivemos tempo nenhum com os meus papás pareceu-me que viemos a Amesterdão só gastar dinheiro! Poderiamos ter vindo noutra altura em que pelo menos, não estivesse mal disposta. Foi uma viagem dificil de retorno. Mas finalmente chegámos.
Pior, apercebemo-nos que perdemos o museumkaart do xek. Merda! Ainda hoje o fizemos! O que vale é que como aquilo é registado num computador, deve dar para fazer a segunda via. Ele foi a net tratar imediatamente disso.
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