terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

férias forçadas!



Dia 26 de Fevereiro de 2007

Mais uma segunda, e a oportunidade de conhecer a professora de fotografia. Na semana passada estava doente, mas será hoje que a vemos? Obviamente que não, e vão já saber porque.

Quando saímos de casa por volta das 9.50 da manhã, a cidade, mesmo para uma segunda de manhã (já que como sabem as coisas só abrem à 1 da tarde) estava mais deserta que o normal, mas tudo bem. Talvez a ressaca depois do GRONINGER F. C. ter jogado tivesse sido maior e só saissem dos covis com o sol mais alto, mas não. Chegamos à faculdade às 10 e qual é o nosso espanto quando não existem quaisquer bicicletas ou afins. Entrámos, procurámos a sala de fotografia, e nem vivalma... então fomos para a kantina (fechada) fazer tempo, até a marta perguntar o que se passava a uma gaja e ela responder... “spring vacations”... que raio de holandeses...acabados de começar as aulas, ainda nem alguns professores falaram com os alunos e já se vai tudo de férias de novo... bem, não havia nada a fazer...fizemos mais um tempinho, passeámos na rua...mas com tudo fechado, fomos a casa comer qualquer coisa antes da minha primeira aula de ducth e primeiro ensinamento de português.

Às duas encontrámo-nos com o Olias, o aluno/professor para então começar com as aulas... e foi a minha vez de ser aluno e parecer que me estava sempre a cuspir cada vez que tentava dizer uma das muitas palavras com rrrrrrr que eles têm. Mas foi muito engraçado... já que se consegue entender melhor assim os sons e começar a entender as palavras que vamos encontrando por aí.

Uma horinha depois de rrrr e zssss mal paridos, foi a vez do Olias tentar português. Ele tem a vantagem de conhecer alguma coisa de espanhól e ser fluente em francês, mas essas vantagens também se tornáram pesados fardos na hora de dizer os sons sem qualquer uma das influências das linguas que já sabe. A namorada dele, a Mai-ly, uma vietnamita, juntou-se a nós. Descobrimos que foi ela que vira a nosso anúncio e que inicialmente respondera, mas como tinha pouco tempo livre e o Olias também queria, começou ele, mas acho que vamos ter uma aulinha com mais alunos... nós os quatro.

Depois de mais uma hora só restava forças para vir a casa buscar um caderno e voltar ao mesmo edíficio para a marta ter aulas de dutch. Às seis deixei-a e fiquei por ali à espera para irmos fazer as compras para o nosso frigorífico.

Pelas dez da noite, ainda antes de jantar, a maria bateu-nos à porta a perguntar se queriamos sair, e como segunda é dia erasmus, aceitámos a ver se nos distraía as ideias...

Fomos novamente ao Rumba... a happy hour só acabava em uma ou duas horas por isso não era nada mau. Obviamente, para quem se lembra da descrição deste espaço “kuspida” umas semanas atrás, sabe onde nos metemos. Mas temos de admitir, estava bem melhor. Por estarmos acompanhados, óbvio, por ter menos gente e por ainda haver happy hour. Conhecemos holandeses, voltámos a encontrar a francesa amigas dos nossos vizinhos, e assim passaram-se uns bons tempos. Com o calor a apertar, já que o espaço continuava a encher, decidimos então ir para outras paragens, e a marta deu a ideia de irmos jogar bilhar. Voltámos ao bar que gostámos muito sexta-feira e tivemos lá muito bem. Quando a mesa vagou descobrimos que a maria é uma pró a por bolas e o jorge nada mau também, portanto eu desisti e só me ria, a marta ainda fez bastante pelo jogo mas em nenhum sequer ganhamos, acho.

Enquanto tudo isso corria conhecemos um holandes e um italiano (este estava ca de ferias na casa do amigo holandes). Esse tal italiano não o podia ser mais, pois senão imaginem: casaco comprido preto, cabelo risco ao lado com gel, cachecol branco tipo mafioso e sempre a falar um inglês com sonoridade italiana e a gesticular muito com as mãos. Só para concluir a imagem típica de um italiano, imaginem o nome... Salvatore... lol típico. No entanto muito cómico e sempre a falar desde colonização até poesia (a marta diz que ele era escritor ou o raio).

E assim se passou, depois de os acompanharmos ao Kebab, viemos para casa muito satisfeitos nos belos 6 graus gelados. Acho que vem aí frio, mas talvez não para neve (disse o russo que estuda dutch com a marta). Este é mais húmido, parece vir direitinho do mar...está mais dificil de aguentar do que aquele seco que nunca entra ossos acima... estranho mas constipados como estamos vai ser giro.

2 comentários:

colher de chá disse...

:)))))))))))))) quero ir aí ver isso tudoooooooo

Traça disse...

Epá, o Jorge e a Maria têm um ar bué porreiro. Tenho coisas para vos contar, essa internet nunca mais??

Beijocas cheias de saudades!